Na madrugada a vitrola rolando um blues…

… E ninguém “trocando de biquíni” sem parar… Só eu, chegando em casa, com altas doses de sangue no meu álcool, e revirando a bolsa atrás da chave. Lastimável… Primeiro porque bebi cerveja, coisa que quem me conhece, sabe bem que não é meu forte, o que leva a considerar que, sendo meu forte o whisky e sendo ainda mais o meu forte, tomar meia garrafa por dia, algumas cervejas não deveriam fazer cosquinha. Mas fazem, e fazem bem mais que minha Shiva linda de 883 braços ou meu Jack Devil Evil Enough. ( O que é mesmo que eu tava falando?! )

Não lembrei. Okay. O fato é que, além do desespero pra ir ao banheiro, eu PRECISAVA entrar na minha própria casa! Por uma questão de HONRA! A noite, apesar de linda, já tinha me trazido o desagrado de ter minha garrafinha – que acabei de ganhar e tinha muito apego – roubada por um marginalzinho em seu fim de turno. Suportei sem maiores surtos. Agora, passar por essa insanidade de não achar a própria chave já era muito pra alguém cansada como eu. E não estou nem falando de colocar a chave na fechadura. Isso é de letra! ( Quase orgulho! )

( Qualquer saga é um saco. Épico de bêbado então… O bom é que você pode parar de ler a qualquer instante. Só escrevo pros bravos! )… Enfim, depois de revirar a bolsa 112 vezes, ir até a portaria atrás da porra de um telefone de chaveiro, achei a merdinha no forro da bolsa. Sacanagem essas bolsas styles que você compra em Camden Town no meio de uma tarde em que está “Me and my head high”.

Pfffff… Minha noite mal começou e eu não lembro muitas coisas. Não lembro o que queria dizer aqui, o que torna tudo muito mais grave, considerando que eu tenho um artigo inteiro pra ser escrito e entregue até às 7h. E ainda pior porque olho ao redor e vejo a casa do avesso. Uma bagunça sem fim! E a campainha tocará às 9h, trazendo Juju, minha mãe ( com seu “olhar” de mãe ). Preciso tentar me concentrar na árdua tarefa de organizar um pouquinho essa zona que tem me traduzido. Causar boa impressão na mãe deve dar algum credito, né Frank!?

Beijo pra quem é de beijo.

Vitrola desligada. Tá tarde e eu tenho muitos pensamentos fazendo barulho em mim.

PS – Aviso aos navegantes que ainda não viajaram comigo. NUNCA releio o que escrevo. Corrijo erros de ortografia no decorrer da escrita, mas não sei se o que escrevo é o que quero dizer. Entre o que eu penso e o que eu digito, existe um mundo todo de tempo, sentimento e idéia. Entendeu? Talvez nem eu.

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Sobre A Pele Que Habito

Desconfio que é a maneira com que eu me olho que me dá essa dor. É inevitável enfrentar o espelho. Aí eu tenho um olhar específico pra me enxergar. Acho que todo mundo tem. O meu é fixo, intenso, levemente estrábico... Ver todos os artigos de A Pele Que Habito

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