Antes mesmo de entrar no cinema, já sabia que seria uma experiência intensa. Pela própria história do Lago dos Cisnes, pela direção que vai sempre em busca de extremos de Darren Aronofsky, pela trilha também sempre absolutamente incrível de Clint Mansell ( basta ver a dupla junta em Requiem For A Dream, outro filme soco no estômago e que nos pega nas entranhas ), e pelo elenco: Portman, Cassel, Hershey, Ryder, Kunis.
De cara já fui engolida pela Nina e sua evidente loucura a ponto de explodir, mas ainda engatinhando e sendo alimentada pela mãe paranóica e repressora. “Ma’ sweet girl”, my ass. E se pressionando a ser brilhante e conquistar o papel principal – como cisne branco e cisne negro – e conquistar também a aprovação do diretor da companhia de balé, ela vai além do limite. E começa a piração. Começa a lidar com o lado sombrio que ela precisa encontrar em si para ser perfeita no papel. E alucina, enlouquece, cria essa sua versão black em Lily e mergulha em toda essa psicose. Vais se transformando, se conhecendo, se construindo, se descobrindo, até finalmente conseguir sentir o que buscava e sentir-se plena. É de arrepiar!
Arrebatador. Fascinante. Genial. Ainda estou sob o efeito. Ainda sem fôlego. Ainda em delírio.